sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Medos e Incertezas

Tenho medo das perguntas e das respostas que virão como consequência. Tenho medo da escuridão da noite, que me impossibilita de ver as coisas; assim como tenho medo da luz do dia, que me permite olhar tudo com uma clareza agradável e ao mesmo tempo perturbadora.
Além de viver cercada pelo medo, sou perseguida insistentemente pela incerteza. Nunca sei ao certo se estou fazendo a coisa correta, se as palavras que saíram de minha boca por impulso foram firmes o suficiente e no momento exato... Ou, pelo menos, adequado. Sou perseguida pela falta de certeza quanto aos meus sentimentos, pensamentos e ações impulsivas que depois me enchem de arrependimento.
Diante de todos os medos, o maior era que seu olhar tímido, provocante e cheio de brilha desaparecesse. Que sua mão quente, esfriasse e virasse gelo. Que seu abraço aconchegante, consolador e animador, perdesse espaço para uma réplica de braços feita de gesso, que se ajusta perfeitamente em todos os tipos de corpos. 
Hoje, sou cercada de perguntas. Incertezas. Por onde anda aquele olhar? Você sempre tivera os olhos escuros e cercados de ódio assim? Por qual motivo suas mãos me fazem tremer de frio de tão gélidas que estão? Por que razão seu abraço paralisa meus nervos e músculos e não os acalma e anima? Esse não é você, é? Não pode ser!
Estou cansando de tanto gritar seu nome. Minha garganta queima e arranha. Estou desistindo de fazer essa perguntas por puro medo das respostas que virão. Será que um dia você vai chegar e dizer que tudo aquilo era ilusório? Também tenho medo da resposta para essa pergunta.
A única pergunta, que mesmo tomada pelo medo, faço questão de saber a resposta é: você ainda se lembra de mim?

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