terça-feira, 28 de junho de 2011
O tempo não para
São nos momentos como os de hoje que eu queria que o tempo congelasse. Sorrisos, gargalhadas, despreocupações, alegrias, divertimento, descontrações. Tudo na maior e mais simples sintonia, como as cordas de um violão. Uma atmosfera leve e benevolente me cercando. A vibração e a adrenalina das gargalhadas arrepiando, uma de cada vez, os poros de minha pele. A brisa fresca e bem-vinda batendo gentilmente em mim, levando para bem longe, as preocupações, as tristezas, as decepções, as mágoas do passado que atormentam o presente, a saudade. Uma sensação de leveza e liberdade inunda minha mente, juntamente com uma pequena semente de ousadia e sarcasmo. Não aquele sarcasmo usado para disfarçar o que não quero que transpareça. Uma espécie de sarcasmo pouco conhecida por mim. Eis o momento em que deito em minha cama. Tudo aquilo simplesmente acaba. O sorriso desaparece levando consigo, as gargalhadas. Os problemas e as preocupações se prendem em minha mente e em meu peito, provocando-me uma leve agonia. A saudade é trazida por um vento forte e congelante e se agarra em meu peito, fazendo com que gotas de sangue e dor escorram por ele, tamanha a força com que ela se segura. É aí que percebo que tenho medo do passado e do futuro. Gosto do presente, que de alguma forma, já é o futuro. Tenho medo do que virá. Medo da força do tempo. Medo das conseqüências. Medo da frase: “O tempo não para”. Mas esses são medos bons, cercados de adrenalina e ansiedade. Um sonho impossível? Fazer com que o tempo se torne meu amigo e dance no mesmo ritmo que eu.
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