sábado, 17 de setembro de 2011

Melhor remédio?

Uns dizem que o melhor remédio é a dor; outros dizem é a saudade; alguns, porém, apostam nas lágrimas deixadas por onde passam; e há, ainda, os que têm plena certeza de que o melhor remédio é o tempo.
Se o melhor remédio fosse a dor, eu já estaria "curada" e teria esquecido aquilo que mais me fez sofrer. Se fossem as lágrimas, hoje, eu seria feita de sorrisos. Se fosse o tempo, eu não sentiria a dor que insiste em não me deixar, não molharia minhas mãos e meus pensamentos com as lágrimas que, mesmo não vistas, caem sem parar de meus olhos e esqueceria o furacão que passou em minha vida e deixou as terríveis e cruéis marcas de sua desastrosa passagem.
Como dizia Clarice Lispector, "O tempo não cura tudo. Ele só tira o incurável do centro das atenções".
Depois de um longo período de reflexão e incertezas, concluí que isso faz um fantástico sentido, pois se não fizesse, eu não seria tão atormentada pelos fantasmas do passado que insistem em me assombrar e me fazer sofrer.
Diante disso, minha simples e tão extensa dúvida é: qual é o melhor remédio para o eterno, ou até mesmo momentâneo sofrimento?

Mais uma vez, a culpada sou eu

Não sei se foi por ignorância ou pura inocência de minha parte, mas só agora percebi que a culpa, como sempre, é minha.
Fui eu quem deixei que ele fosse embora. E agora, parece que ele foi embora para nunca mais voltar. Só de pensar em nunca mais vê-lo, meu corpo arrepia e estremece. Ele se arrepia de dor e agonia. Estremece de medo e tristeza. Nesse momento, não sei o que falar, e muito menos o que pensar. A única palavra que passeia por meu cérebro é "culpa".
Se hoje vivo no escuro e não tenho seu olhar e seu sorriso direcionados para mim, a culpa é minha. Se o meu nome não toca seu peito, a culpada sou eu. Se não ouço sua voz e perdi o prazer de acordar cedo, a culpa é exclusivamente minha. Sou a culpada por minha solidão, meu sofrimento, desespero, dor, agonia e minhas lágrimas. A culpada de tudo sou eu, e infelizmente, não posso pedir para você me esperar. Não posso pedir que você me entenda. Não posso pedir que você gaste suas palavras e seu tempo comigo. Não posso pedir para você me amar de novo. Não posso pedir que você arrisque por mim. Isso tudo porque sei que você tem o direito de não querer me ver. Reconheço.
Diante de toda a confusão e sofrimento, me deitarei em minha cama e me consolarei com minhas lágrimas, que são as únicas que nunca me abandonarão. E se um dia quiser me afogar em minhas próprias lágrimas, poderei, Será um fim triunfal.

Refém de problemas

Quando penso que o dia está lindo, que o Sol está lutando para aparecer na imensidão azul do céu, que os sorrisos se eternizarão, que os problemas sumirão e que as lágrimas secarão, caio no buraco negro da realidade e vejo que tudo não passa de uma série de ilusões.
De repente, olho para cima e vejo um céu repleto de nuvens escuras. Olho-me no espelho e vejo que o sorriso fugiu. Passo a mão em meu rosto, e sinto algo molhado. Lágrimas.
Perguntas sem respostas claras e/ou concretas. Decisões definitivas, amores não-correspondidos, passado nebuloso, futuro escuro. Sou refém dos problemas e não posso mais negar. Não tenho forças suficientes para fugir deles. Minha pernas cansaram, meu olhos fecharam, as lágrimas caíram e a voz falhou.
Por muito tempo, tentei descobrir onde estavam os problemas. E só agora descobri. O problema sou eu. O mundo teria menos problemas com a minha ausência. Pensando nisso, descobri porque não sou amada por pessoas que não sejam meus pais. Alguém ama problemas?

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Definitivamente, eu desisto!

Foram tentavas frustradas, expectativas ilusórias, lágrimas sem consolo, perguntas não respondidas, problemas não solucionados, pensamentos desviados.
Na época, foi tudo muito lindo e intenso. Tão lindo e intenso que durou o tempo necessário para ser incrívelmente inesquecível. Se durou o tempo necessário, eu sinceramente não sei, só acho que o tempo não foi devidamente aproveitado com todo o prazer e desejo que deveria ser.
Tentei uma aproximação e não obtive resultado. Busquei respostas, caminhos e atenção; fui tratada com uma estressante, agoniante e perturbadora indiferença.
Em três anos e meio, as coisas, pessoas e pensamentos mudam. Em quatro anos, sentimentos renascem e corações se partem. Em seis meses, as pessoas se cansam, as esperanças terminam e seus sentimentos são trancados em algum lugar, sem previsão para serem destrancados.
Infelizmente e/ou lamentavelmente, amar, agora, não é o bastante. Preciso de respostas que não vieram com o tempo e provavelmente, não virão. Pode ser uma decisão difícil, mas continuar tentando em vão também dói. Dói muito. O bastante para me fazer sofrer.
Eu te amo e isso não basta no momento. Definitivamente, eu desisto.

Medo

Tenho medo das palavras que me rondam, das pessoas que me cercam, dos pensamentos que vagam, correm e se escondem nos cantos mais obscuros em minha mente. Tenho medo dos fantasmas do passado e os do futuro.
Vivo assombrada pelo medo e deixada pela coragem. Vivo correndo da insegurança, porém, sempre sendo alcançada por ela.
Portanto, nem o pior e mais austero dos meus medos, supera o desespero que toma conta do meu corpo e de minha mente quando vejo-te partindo e levando, em suas mãos, minha felicidade.
Hoje, meus medos desapareceram. Sua ausência permanece e nenhum outro sentimento será capaz de superar a dor da sua perda. Vivo dias intermináveis e cercados pela melancolia que me agarra e me possui com todas as forças. Por isso, espero, ansiosamente, o dia em que você chegará e me levará junto para qualquer que seja o lugar. Sei que para esse dia chegar, só depende de mim. Então, tenho a absoluta certeza de que ele se aproxima.

Antes e depois de você 2

Você chegou na minha vida e calmamente, transformou tudo. Chegou e iluminou meus dias, me ensinou a viver sem medo, me ensinou a acreditar em mim mesma. Chegou e fez com que eu me sentisse viva, me ensinou o significado da palavra "amor". Me fez ver que o meu nome em contato direto com seu peito significava mais do que eu imaginava.
E agora, você foi embora. Eu deixei com que você fosse embora. Se foi e levou o sol, me deixou no escuro. Levou minha força e hoje não sou capaz de nada... Não se despediu e levou o meu amor com você, eu me esqueci o que é isso. Aliás, o que é amor? Hoje não sei se estou viva. Aliás, como é estar viva? Meu nome não toca mais seu peito; só de pensar nisso, os poros do meu corpo se arrepiam de tristeza e agonia. Lágrimas escuras de dor e melancolia escorrem por meu rosto e vão direto para o abismo que é meu presente e, quem sabe, meu futuro.
Tenho plena consciência de que toda a culpa é minha. Sou culpada por sua ida, por nosso sofrimento e por minha dor. Como sempre, a culpada sou eu. A única culpada de todos os problemas. Só não sou culpado por ser o problema. Hoje, a única coisa que peço, é o seu olhar e, se possível, um sorriso. Peço que volte para minha vida e ilumine meus dias novamente. Me ensina a viver? Me ensina a amar pela segunda vez? Faz com que minha vida tenha um novo sentido? Por favor, me espere? Faz com que eu esqueça de tudo que um dia machucou para que eu saia do escuro?
Peço isso, pois infelizmente ou felizmente, descobri que ainda te amo. Só espero que não seja tarde demais.

Fases

Quando era criança, a única preocupação existente era o nome da boneca da brincadeira do dia seguinte, ou então, a peça do quebra-cabeças de dez peças, as quais eu sabia todos os desenhos nos mínimos detalhes.
Numa determinada hora, num determinado dia, os nomes das bonecas não me interessavam. A vontade de brincar tinha sido esquecida. A única preocupação era a de saber o que estava acontecendo. Qual era o motivo da falta de vontade de brincar? Por que eu acordei sem vontade de pegar a boneca e simplesmente brincar, sem me preocupar com o tempo?
A adolescência estava batendo. Batendo na porta de minha calma e feliz vida. O som das batidas era frenético e agonizante. Ela conseguiu entrar sem, ao menos, deixar que eu abrisse a porta desejando-lhe "boas vindas". Naquele momento, meu corpo e, principalmente, minha mente, sofreram sérias complicações.
Aquele quebra-cabeças que eu montava e tinha todos os detalhes gravados em minha mente, não tinha mais como ser montado, já que as peças haviam sumido. Perguntas sem resposta, lágrimas sem motivo, sorrisos sem explicação, dores sem respostas, curas desconhecidas, ações impulsivas, saudades insuportáveis.
Em meus momentos de pura reflexão, cheguei à conclusão de que a vida é feita de fases e que apesar de cada uma ter um grau de dificuldade maior do que a anterior, todas são extremamente importantes. Afinal, como dizia o gênio Charles Chaplin, "... Já pensei que fosse morrer de saudades, e hoje estou vivo".
Todos os dias penso que não vou aguentar, que não serei capaz de suportar. Mas supero. E apesar de esconder a tristeza, a raiva, o ciúmes e a intolerância atrás de um largo sorriso, sei que um dia tudo isso passará e eu, finalmente, feliz e infelizmente estarei em uma nova fase da minha vida.